Quem Somos   |   Onde Estamos   |   Palavra Operária   |   Seções   |   Publicações   |   Fração Trotskista   |  
 
 
Palavra Operária / Movimento Operário

sexta-feira 23 de abril de 2010

CONFLITO NA ESCOLA DE APLICAÇÃO DA USP

Lutar contra o assédio moral e pela qualidade de ensino!


Por Diana Assunção
Delegada do comando de mobilização pela Faculdade de Educação


Na USP, universidade do “diálogo” de Rodas, as trabalhadoras da Escola de Aplicação começaram a se organizar junto ao Sindicato pra lutar por melhores condições de trabalho, contra os abusos e assédio moral da Diretoria. Essa luta ocorre em meio a um grande questionamento à qualidade de ensino na Escola de Aplicação, que desde 2008 vinha deixando de ser uma das escolas bem avaliadas nos índices de avaliação de ensino no Estado de São Paulo.A medida tomada em relação a isso foi a criação de um Conselho Gestor conformado principalmente por professores doutores da Faculdade de Educação para intervir nos temas pedagógicos e de ensino relativos à Escola.

De lá para cá, em nome da melhoria na qualidade de ensino e das “necessárias mudanças”, estes professores, junto à Diretoria da Faculdade de Educação vem legitimando a Diretora da Escola de Aplicação a desferir medidas ditatoriais contra os funcionários, que não são responsáveis pela má avaliação da Escola. Diante desta situação, é necessário cada vez mais organizar a luta dos trabalhadores da Escola de Aplicação buscando se aliar não somente aos funcionários da Faculdade de Educação, mas buscando uma aliança mais ampla também com os pais dos alunos, os próprios alunos, os estagiários e professores da Escola de Aplicação, pois se trata de uma luta ainda maior.

Numa universidade onde existe um filtro social chamado vestibular, onde a estrutura de poder é completamente anti-democrática e onde reina a precarização do trabalho, a luta por melhores condições de trabalho na Escola de Aplicação só pode ser vitoriosa se estiver ligada com o questionamento deste status quo, vinculando a necessidade de lutar contra o assédio moral, mas também por melhores condições e qualidade de ensino, por ampliação e mais vagas na Escola de Aplicação, por liberdade de organização dos alunos e por um verdadeiro debate com o conjunto da comunidade (estudantes, professores, pais e alunos) sobre a reestruturação pedagógica e acadêmica da Escola de Aplicação, para que esta possa se colocar a serviço da maioria da comunidade que são os filhos dos trabalhadores efetivos e precarizados da região.


Movimento Operário

 

Contato: ler-qi@ler-qi.org